domingo, 3 de junho de 2018

DEMOCRACIA

COMO PODEMOS ENTENDER A CHARGE EM QUE A DEMOCRACIA É O TEMA PRINCIPAL? VAMOS FAZER UMA REFLEXÃO OBSERVANDO AS ATITUDES DE MAFALDA.

domingo, 7 de maio de 2017

O que é política?




         Foi por meio do termo grego Politeía ou polis que quer dizer cidade-Estado é que derivou a palavra política. Portanto, política é a área da atividade humana que se refere à cidade, ao Estado, à administração pública e ao conjunto dos cidadãos pertencentes a uma sociedade. Complexa e abrangente a política pode conduz e estabelecer presença em varias situações de múltiplos caminhos.
         Para Aristóteles a ética é essencial na política, pois, é aplicada na vida publica. Em Ética a Nicômaco, obra de Aristóteles, o filosofo faz referencia ao bem comum e a melhor maneira que um cidadão possa viver em sociedade. Portanto, política no entendimento de Aristóteles é o que ela pode proporcionar de bom ao cidadão.  
Neste artigo vamos tratar a política como uma relação de poder, pois ambas tem uma proximidade tênue. Uma definição clara sobre poder consiste na capacidade e oportunidade de impor ao outro sua própria vontade. Quem se reveste do poder é poderoso. É aquele que manda, direciona, dar ordem, estabelece uma postura autoritária, subjuga e neutraliza a vontade a alheia. A autoridade é a marca de quem tem poder. 
Norberto Bobbio
Esse conceito moderno de política atrelada ao poder, foi defendida por um filosofo italiano chamado Norberto Bobbio (1909-2004). Bobbio: “o poder político diria respeito ao poder que um homem pode exercer sobre outros, a exemplo da relação entre governante e governados (povo, sociedade)”. A palavra poder vem do latim potere, posse. Refere-se fundamentalmente a faculdade, capacidade, força ou recurso para produzir certos efeitos.
Distribuído em duas categorias, o poder pode ser entendido como: o poder do ser humano sobre a natureza e o poder do ser humano sobre outros seres humanos. No âmbito da política a segunda categoria é essencial. Nessa mesma linha de pensamento podemos estabelecer que o poder supõe dois pólos: o de quem exerce o poder e o daquele sobre o qual o poder é exercido.
Contudo, ao falar em poder político, é preciso pensar em sua legitimação. Podemos ter poderes políticos legitimados por vários motivos, como pela tradição (poder de pai, paternalista), despótico (autoritário, exercido por um rei, uma ditadura) ou aquele que é dado pelo consenso, sendo este último um modelo de governo esperado. O poder exercido pelo governante em uma democracia, por exemplo, dá-se pelo consenso do povo, da sociedade. No caso brasileiro, o poder da presidente é garantido por que existe um consenso da sociedade que o autoriza e, além disso, há uma Constituição Federal que formaliza e dá garantias a esse consenso.
No entanto, há em alguns casos a ilegitimidade do poder político sobre uma nação, quando esta é atingida por meio de um golpe articulado por uma ala descontente ou desfavorecida.

Fonte: Fundamentos da Filosofia (pag. 343)
            Filosofando (pag. 221)
             Filosofia: experiência do pensamento (pag. 180)
             Ideia de política em Norderto Bobbio (Brasil Escola)

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ideologia


      Criada pelo filosofo francês Destutt de Tracy (1754-1836), a palavra ideologia queria dizer originalmente "ciência das ideias", compreendendo o estudo de sua origem e desenvolimento.
      Hoje, o uso desse termo generalizou-se para referir-se ao conjunto das ideias que caracterizam determinado grupo social (politico, econômico, religioso etc.).

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A Morte de Sócrates


Quando Sócrates (470-399 a.C.) disse durante a sua morte "Eu sou a minha alma", ele já demonstrava saber que a alma é imortal.
Pelas ruas de Atenas, envolto num áspero manto, com pés descalços e cabeça descoberta, vagava Sócrates distribuindo sabedoria. Era um homem fisicamente feio, mas manso e dócil como um santo. Tinha a profissão de escultor que pouquíssimas vezes exerceu, pois preferia esculpir sábias palavras. Pouco se preocupava com as dificuldades financeiras de sua família. Cuidava dos negócios alheios e esquecia os seus.
Nas infrequentes visitas que fazia à casa de sua mulher Xantipa era recebido com tempestades de palavras ásperas que sabiamente ignorava. Sua maior ambição era ser benfeitor da humanidade. Sua bondade era tão grande quanto sua sabedoria. Desejava ver a justiça social ser exercida em todo o mundo. Em Atenas era odiado e amado. Os políticos detestavam encontrá-lo para não terem de responder perguntas embaraçosas. Para sua esposa Xantipa era um preguiçoso, mas para os jovens atenienses era um deus. Estes adoravam ir ao seu encontro para escutá-lo cheios de admiração.
Para transmitir saber ele costumava instigar o pensamento de seus interlocutores sem jamais responder diretamente suas perguntas. Sócrates sentia especial prazer em chamar a atenção para aqueles que pensavam uma coisa e diziam outra e também aqueles que diziam ser sábios quando na verdade não passavam de tolos ignorantes. Costumava chamar a si mesmo de "moscardo" (moscão). Tinha a habilidade de estimular as pessoas a pensar. Outro apelido que costumava dar a si mesmo era de "parteira intelectual", porque auxiliava as pessoas a dar nascimento às suas próprias ideias, incentivando o uso do próprio pensamento.
Com muita insistência afirmava que nada sabia. Dizia: "Sou o homem mais sábio de Atenas porque sei que nada sei". Toda a essência do ensinamento de Sócrates pode ser resumido nas seguintes palavras: "Conhece-te a ti mesmo". Ele tentava sempre aprender com todos e neste processo, ensinava a seus mestres.
Costumava dizer que o saber é uma virtude; que os homens cometem crimes porque são ignorantes, não conhecem outra coisa melhor. Diferentemente do filósofo Lao-tze, acreditava que o melhor remédio para o crime é a educação. O objetivo maior de sua vida era ensinar os outros. Infelizmente, dizia ele, nem todos queriam ser aducados.
Um dia, ao chegar ao mercado para seu costumeiro debate filosófico, deparou-se com um aviso colocado na tribuna pública que dizia: "Sócrates é criminoso. É ateu e corruptor da mocidade. A pena de seu crime é a morte". Foi preso e julgado pelos políticos cuja hipocrisia costumava denunciar nas praças públicas. Ao ser interpelado pelos juízes, recusou-se a defender-se dizendo que sua obrigação era sempre falar a verdade. Os juízes o consideraram culpado. Quando lhe perguntaram qual devia ser sua punição, ele sorriu sarcasticamente e disse:
- "Pelo que fiz por voz e pela vossa cidade, mereço ser sustentado até o fim de minha vida à expensas públicas".
Foi condenado à morte. Durante trinta dias foi mantido numa cela funerária. Mesmo diante da morte permaneceu calmo, discutindo tranquilamente o significado da vida e o mistério da morte.
Críton, o mais ardente dos seus discípulos, entrou furtivamente na cela e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir por quê? Perguntou-lhe.
- Ora, não sabes que amanhã te vão matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode matar!
- Sim, amanhã terás de beber a mortal taça de cicuta - Insistiu Críton.
- Vamos, foge depressa para escapares à morte!
- Meu caro amigo Críton - respondeu-lhe
- Que mau filósofo és tu! Pensar que um pouco de veneno possa dar cabo de mim...
Depois puxando com os dedos a pele da mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do crânio, acrescentou:
 - Achas que isto aqui é Sócrates?... Pois é isto que vão matar, este invólucro material, mas não a mim. EU SOU A MINHA ALMA. Ninguém pode matar Sócrates!...
E assim o mais sábio homem de todos os tempos foi obrigado acabar a vida como um criminoso. Ao beber o veneno, quando já sentia que seus membros esfriavam, despediu-se de todos com as mesmas palavras com que se dirigira aos juízes que o haviam julgado:
- "E agora chegamos à encruzilhada dos caminhos, meus amigos, ides para vossas vidas; eu, para a minha morte. Qual seja o melhor desses caminhos, só Deus sabe"...
Quando os homens julgam erradamente seu próximo, a história julgará os julgadores.


Fonte: webartigos.com/artigos/a-morte-de-socrates

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Filosofia Moderna (Resumo)

Conhecemos como Filosofia Moderna toda aquela que se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII, XVIII e XIX, tendo início no período do Renascimento, porém, por estar sendo tratada em um período tão longo esta filosofia não possui uma uniformidade, ela se encontra dividida em diversos fragmentos de acordo com as escolas dos diferentes períodos dos quais passou. São eles:
Filosofia do Renascimento
Filosofia do século XVII
Filosofia do século XVIII
Filosofia do século XIX
René Descartes
No período moderno a filosofia passou a ter uma divisão melhor de seu foco de estudo. No início ainda era comum vermos questões no que dizia respeito a provar a existência de Deus e a imortalidade da alma, principalmente em textos de René Descartes e George Berkeley, em suas obras as Meditações e o Tratado, de autoria dos dois, respectivamente. Porém, muitos filósofos deste período pareciam estar usando a filosofia para abrir caminhos que pudessem ajudar a fundamentar algum tipo de concepção, de ideia. Era como se tentassem encontrar uma forma de provar aquilo que tentavam passar.
Podemos citar alguns desses filósofos e seus problemas filosóficos como exemplo:
Descartes: Buscava conseguir algum fundamento para explicar uma determinada concepção científica;
John Locke: Buscava preparar o território para que fosse mais fácil a ciência tomar um rumo e agir de maneira mais direta;
Berkeley: Buscava competir com alguma conclusão científica, contrapondo-se aos métodos utilizados pela ciência.
Com o passar dos tempos a filosofia moderna foi sofrendo algumas alterações, deixando de ter seu foco diretamente relacionado ao conhecimento material e a descoberta de todas as verdade, deixando esse papel para que as ciências buscassem descobrir, como também deixando um pouco de lado as questões de tentar justificar as crenças religiosas, tão abordadas no período filosófico anterior.
De acordo com diversas obras que vieram em seguida, principalmente as de Immanuel Kant, a filosofia passava a ser chamada de “virada epistemológica”, onde a preocupação agora era com as condições do conhecimento humano e sua clarificação.

Renascimento
Consideramos de Renascença o período da filosofia que está entre a Idade média e o Iluminismo na Europa, o que inclui o século XV. Segundo alguns estudiosos, podemos estender esse período até o início dos anos de 1350, até os últimos anos do século XVI ou até mesmo o começo do século XVII, depois de Cristo.
John Locke
Chamamos de Renascença porque ela se dá como um renascimento da filosofia, sendo contrário as reformas religiosas, renovando o aprendizado no que diz respeito a civilização clássica. Tendo iniciado na Itália, com o Renascimento Italiano, ela logo tomou proporções mais amplas se espalhando por toda a Europa. Um nome importante para o renascimento inglês, por exemplo, em se tratando da expansão pela Europa, é Shakespeare, que se tornou um dos mais importantes pensadores da época sendo lembrado até os dias de hoje.
Sua importância para o século XVI foi enorme, o que não impediu que ela viesse a sofrer várias divisões. No final de seu período ela passou pelas Reformas e contra reformas, verdadeiros marcos na história da Renascença, conforme citam alguns historiadores, enquanto outros veem apenas como um período extenso, sem tanto significado assim.
Filosofia do século XVII
Considerada como uma forma de ver o princípio da filosofia moderna, se distanciando da forma de pensar do pensamento medieval, é comum vermos essa filosofia sendo chamada de “idade da razão”, já que ela é tida por muitos como uma sucessora da renascença, precedente do iluminismo. É comum vermos esta filosofia como uma prévia da visão iluminista.
Século XVII
Também conhecida como Iluminismo, foi um movimento filosófico que aconteceu na Europa e em alguns países do continente americano, que também inclui em seus diferentes períodos a idade da razão. Podemos fazer uma ligação do termo com a base primária da autoridade, que defendia a razão, um movimento intelectual do iluminismo. Este período se encerra geralmente entre os anos de 1800.
Século XIX
Neste século os filósofos do Iluminismo tinham como referência o trabalho de filósofos como Immanuel Kant e Jean-Jacques Rousseau, o que contribuiu para influenciar uma nova geração de pensadores. Aconteceram nesse período fortes revoluções e turbulências decorrentes das pressões do Igualitarismo, que viriam a provocar mudanças bem visíveis na filosofia.
O contexto filosófico
A partir de então quem passava a ser o fim para a realização das coisas é o homem, ao contrário da filosofia antiga, que via o homem como um meio pelo qual se chegava a alguma coisa, tendo essa análise do ponto de vista político, podemos dizer que ele tem ligação com o individualismo e a valorização da ideia do trabalho. Esse individualismo nada mais era que uma consequência da igualdade entre as pessoas. Sobre o trabalho, ele é visto com uma forma do homem realizar a sua missão na terra, ajudando a construir o mundo, uma visão bem diferente de antigamente, quando se achava que o trabalho era um defeito, e por isso deveria ser direcionado apenas aos escravos.


Fonte: estudopratico.com.br

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Inquisição



A transição para a mentalidade cientifica moderna não foi um processo súbito e sem resistência. Forças ligadas ao passado medieval lutaram duramente contra as transformações que se desenvolviam, punindo, por exemplo, muitos pensadores da época e organizando listas de livros proibidos (o index).
Foi nesse contexto que vários pioneiros da ciência moderna sofreram perseguição da Inquisição, tribunal instituído pela Igreja Católica com o fim de descobrir e julgar os responsáveis pela propagação de heresias, isto é, concepções contrárias aos dogmas dos católicos.
Giordano Bruno
A Inquisição foi criada em 1232 pelo papa Gregório IX. Sua ação estendeu-se por vários reinos cristãos, como Itália, França, Alemanha, Portugal e, especialmente, Espanha. Com o decorrer do tempo, reduziu suas atividades, que somente foram reativadas em meados do século XVI, diante do avanço do protestantismo.
Exemplo marcante dessas perseguições é o julgamento do pensador italiano Giordano Bruno (1548-1600), condenado à morte na fogueira por contestar o pensamento católico, que se apoiava na ideia de que o planeta Terra era o centro imóvel do universo. Essa noção geocêntrica estava fundamentada na astronomia do grego Ptolomeu, na física de Aristóteles e em certas interpretações da Bíblia. 
Contra essa concepção, Giordano Bruno defendeu a teoria heliocêntrica, formulada por Nicolau Copérnico, e afirmou que o universo é um todo infinito, cujo centro não está em parte alguma. As perseguições que sofreu por isso são denunciadas nestas palavras:
Nicolau Copérnico
Por ser eu delineador do campo da natureza, por estar preocupado com o alimento da alma, interessado pela cultura do espírito e dedicado à atividade do intelecto, eis que os visados me ameaçam, os observados me assaltam, os atingidos me mordem, os desmascarados me devoram” (Bruno, Sobre o infinito, o universo e os mundos, p.3).
A formulação de Copérnico de que é o Sol, e não a Terra, o centro do universo atingia a concepção medieval cristã de que o ser humano é o ser supremo da criação e que, por isso, seu habitat, a Terra, deveria ter o privilégio de ser o centro em relação aos outros astros. Compreende-se assim o mal-estar causado pela tese copernicana.
Outro aspecto que incomodou as autoridades católicas foi que a natureza e o universo passaram a ser concebidos a partir de um novo paradigma, baseado tanto na observação direta como na representação matemática. Essa mudança de atitude e seus resultados foram entendidos como uma ameaça aos dogmas da Igreja, e poderiam afastar as pessoas da fé cristã.


Fonte: Fundamentos de Filosofia