segunda-feira, 10 de setembro de 2018
domingo, 3 de junho de 2018
DEMOCRACIA
COMO PODEMOS ENTENDER A CHARGE EM QUE A DEMOCRACIA É O TEMA PRINCIPAL? VAMOS FAZER UMA REFLEXÃO OBSERVANDO AS ATITUDES DE MAFALDA.
domingo, 7 de maio de 2017
O que é política?
Foi por meio do termo grego Politeía ou polis que quer dizer cidade-Estado é que derivou a palavra
política. Portanto, política é a área da atividade humana que se refere à
cidade, ao Estado, à administração pública e ao conjunto dos cidadãos
pertencentes a uma sociedade. Complexa e abrangente a política pode conduz e
estabelecer presença em varias situações de múltiplos caminhos.
Para Aristóteles
a ética é essencial na política, pois, é aplicada na vida publica. Em Ética a Nicômaco, obra de Aristóteles, o
filosofo faz referencia ao bem comum e a melhor maneira que um cidadão possa
viver em sociedade. Portanto, política no entendimento de Aristóteles é o que ela
pode proporcionar de bom ao cidadão.
Neste artigo vamos tratar a política
como uma relação de poder, pois ambas
tem uma proximidade tênue. Uma definição clara sobre poder consiste na
capacidade e oportunidade de impor ao outro sua própria vontade. Quem se
reveste do poder é poderoso. É aquele que manda, direciona, dar ordem,
estabelece uma postura autoritária, subjuga e neutraliza a vontade a alheia. A
autoridade é a marca de quem tem poder.
![]() |
| Norberto Bobbio |
Esse conceito moderno de política
atrelada ao poder, foi defendida por um filosofo italiano chamado Norberto
Bobbio (1909-2004). Bobbio: “o poder político diria respeito ao poder que um homem pode exercer sobre
outros, a exemplo da relação entre governante e governados (povo, sociedade)”.
A palavra poder vem do latim potere, posse. Refere-se fundamentalmente a
faculdade, capacidade, força ou recurso para produzir certos efeitos.
Distribuído em duas categorias, o poder
pode ser entendido como: o poder do ser
humano sobre a natureza e o poder do ser
humano sobre outros seres humanos. No âmbito da política a segunda
categoria é essencial. Nessa mesma linha de pensamento podemos estabelecer que
o poder supõe dois pólos: o de quem exerce o poder e o daquele sobre o qual o
poder é exercido.
Contudo, ao falar em poder político,
é preciso pensar em sua legitimação. Podemos ter poderes políticos legitimados
por vários motivos, como pela tradição (poder de pai, paternalista), despótico
(autoritário, exercido por um rei, uma ditadura) ou aquele que é dado pelo
consenso, sendo este último um modelo de governo esperado. O poder exercido
pelo governante em uma democracia, por exemplo, dá-se pelo consenso do povo, da
sociedade. No caso brasileiro, o poder da presidente é garantido por que existe
um consenso da sociedade que o autoriza e, além disso, há uma Constituição
Federal que formaliza e dá garantias a esse consenso.
No entanto, há em alguns casos a ilegitimidade
do poder político sobre uma nação, quando esta é atingida por meio de um golpe
articulado por uma ala descontente ou desfavorecida.
Fonte: Fundamentos da Filosofia (pag. 343)
Filosofando (pag. 221)
Filosofia: experiência
do pensamento (pag. 180)
Ideia de política em Norderto Bobbio (Brasil
Escola)
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Ideologia
Criada pelo filosofo francês Destutt de Tracy (1754-1836), a palavra ideologia queria dizer originalmente "ciência das ideias", compreendendo o estudo de sua origem e desenvolimento.
Hoje, o uso desse termo generalizou-se para referir-se ao conjunto das ideias que caracterizam determinado grupo social (politico, econômico, religioso etc.).
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
A Morte de Sócrates
Quando Sócrates (470-399 a.C.) disse
durante a sua morte "Eu sou a minha alma", ele já demonstrava saber
que a alma é imortal.
Pelas ruas de Atenas, envolto num
áspero manto, com pés descalços e cabeça descoberta, vagava Sócrates
distribuindo sabedoria. Era um homem fisicamente feio, mas manso e dócil como
um santo. Tinha a profissão de escultor que pouquíssimas vezes exerceu, pois
preferia esculpir sábias palavras. Pouco se preocupava com as dificuldades
financeiras de sua família. Cuidava dos negócios alheios e esquecia os seus.
Nas infrequentes visitas que fazia à
casa de sua mulher Xantipa era recebido com tempestades de palavras ásperas que
sabiamente ignorava. Sua maior ambição era ser benfeitor da humanidade. Sua
bondade era tão grande quanto sua sabedoria. Desejava ver a justiça social ser
exercida em todo o mundo. Em Atenas era odiado e amado. Os políticos detestavam
encontrá-lo para não terem de responder perguntas embaraçosas. Para sua esposa
Xantipa era um preguiçoso, mas para os jovens atenienses era um deus. Estes
adoravam ir ao seu encontro para escutá-lo cheios de admiração.
Para transmitir saber ele costumava
instigar o pensamento de seus interlocutores sem jamais responder diretamente
suas perguntas. Sócrates sentia especial prazer em chamar a atenção para
aqueles que pensavam uma coisa e diziam outra e também aqueles que diziam ser
sábios quando na verdade não passavam de tolos ignorantes. Costumava chamar a
si mesmo de "moscardo" (moscão). Tinha a habilidade de estimular as
pessoas a pensar. Outro apelido que costumava dar a si mesmo era de
"parteira intelectual", porque auxiliava as pessoas a dar nascimento
às suas próprias ideias, incentivando o uso do próprio pensamento.
Com muita insistência afirmava que
nada sabia. Dizia: "Sou o homem mais sábio de Atenas porque sei que nada
sei". Toda a essência do ensinamento de Sócrates pode ser resumido nas
seguintes palavras: "Conhece-te a ti mesmo". Ele tentava sempre
aprender com todos e neste processo, ensinava a seus mestres.
Costumava dizer que o saber é uma
virtude; que os homens cometem crimes porque são ignorantes, não conhecem outra
coisa melhor. Diferentemente do filósofo Lao-tze, acreditava que o melhor
remédio para o crime é a educação. O objetivo maior de sua vida era ensinar os
outros. Infelizmente, dizia ele, nem todos queriam ser aducados.
Um dia, ao chegar ao mercado para seu
costumeiro debate filosófico, deparou-se com um aviso colocado na tribuna
pública que dizia: "Sócrates é criminoso. É ateu e corruptor da mocidade.
A pena de seu crime é a morte". Foi preso e julgado pelos políticos cuja
hipocrisia costumava denunciar nas praças públicas. Ao ser interpelado pelos juízes,
recusou-se a defender-se dizendo que sua obrigação era sempre falar a verdade.
Os juízes o consideraram culpado. Quando lhe perguntaram qual devia ser sua
punição, ele sorriu sarcasticamente e disse:
- "Pelo que fiz por voz e pela
vossa cidade, mereço ser sustentado até o fim de minha vida à expensas
públicas".
Foi condenado à morte. Durante trinta
dias foi mantido numa cela funerária. Mesmo diante da morte permaneceu calmo,
discutindo tranquilamente o significado da vida e o mistério da morte.
Críton, o mais ardente dos seus
discípulos, entrou furtivamente na cela e disse ao mestre:
- Foge depressa, Sócrates!
- Fugir por quê? Perguntou-lhe.
- Ora, não sabes que amanhã te vão
matar?
- Matar-me? A mim? Ninguém me pode
matar!
- Sim, amanhã terás de beber a mortal
taça de cicuta - Insistiu Críton.
- Vamos, foge depressa para escapares
à morte!
- Meu caro amigo Críton -
respondeu-lhe
- Que mau filósofo és tu! Pensar que
um pouco de veneno possa dar cabo de mim...
Depois puxando com os dedos a pele da
mão, Sócrates perguntou:
- Críton, achas que isto aqui é
Sócrates?
E, batendo com o punho no osso do
crânio, acrescentou:
- Achas que isto aqui é Sócrates?... Pois é
isto que vão matar, este invólucro material, mas não a mim. EU SOU A MINHA
ALMA. Ninguém pode matar Sócrates!...
E assim o mais sábio homem de todos
os tempos foi obrigado acabar a vida como um criminoso. Ao beber o veneno,
quando já sentia que seus membros esfriavam, despediu-se de todos com as mesmas
palavras com que se dirigira aos juízes que o haviam julgado:
- "E agora chegamos à
encruzilhada dos caminhos, meus amigos, ides para vossas vidas; eu, para a
minha morte. Qual seja o melhor desses caminhos, só Deus sabe"...
Quando os homens julgam erradamente
seu próximo, a história julgará os julgadores.
Fonte: webartigos.com/artigos/a-morte-de-socrates
segunda-feira, 7 de julho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Filosofia Moderna (Resumo)
Conhecemos
como Filosofia Moderna toda aquela
que se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII, XVIII e XIX, tendo início
no período do Renascimento, porém, por estar sendo tratada em um período tão
longo esta filosofia não possui uma uniformidade, ela se encontra dividida em
diversos fragmentos de acordo com as escolas dos diferentes períodos dos quais
passou. São eles:
Filosofia
do Renascimento
Filosofia
do século XVII
Filosofia
do século XVIII
Filosofia
do século XIX
![]() |
| René Descartes |
No
período moderno a filosofia passou a ter uma divisão melhor de seu foco de
estudo. No início ainda era comum vermos questões no que dizia respeito a
provar a existência de Deus e a imortalidade da alma, principalmente em textos
de René Descartes e George Berkeley, em suas obras as Meditações e o Tratado,
de autoria dos dois, respectivamente. Porém, muitos filósofos deste período
pareciam estar usando a filosofia para abrir caminhos que pudessem ajudar a
fundamentar algum tipo de concepção, de ideia. Era como se tentassem encontrar
uma forma de provar aquilo que tentavam passar.
Podemos
citar alguns desses filósofos e seus problemas filosóficos como exemplo:
Descartes:
Buscava conseguir algum fundamento para explicar uma determinada concepção
científica;
John Locke:
Buscava preparar o território para que fosse mais fácil a ciência tomar um rumo
e agir de maneira mais direta;
Berkeley:
Buscava competir com alguma conclusão científica, contrapondo-se aos métodos
utilizados pela ciência.
Com
o passar dos tempos a filosofia moderna foi sofrendo algumas alterações,
deixando de ter seu foco diretamente relacionado ao conhecimento material e a
descoberta de todas as verdade, deixando esse papel para que as ciências
buscassem descobrir, como também deixando um pouco de lado as questões de
tentar justificar as crenças religiosas, tão abordadas no período filosófico
anterior.
De
acordo com diversas obras que vieram em seguida, principalmente as de Immanuel Kant, a filosofia
passava a ser chamada de “virada epistemológica”, onde a preocupação agora era
com as condições do conhecimento humano e sua clarificação.
Renascimento
Consideramos
de Renascença o período da filosofia que está entre a Idade média e o
Iluminismo na Europa, o que inclui o século XV. Segundo alguns estudiosos,
podemos estender esse período até o início dos anos de 1350, até os últimos
anos do século XVI ou até mesmo o começo do século XVII, depois de Cristo.
![]() |
| John Locke |
Chamamos
de Renascença porque ela se dá como um renascimento da filosofia, sendo
contrário as reformas religiosas, renovando o aprendizado no que diz respeito a
civilização clássica. Tendo iniciado na Itália, com o Renascimento Italiano,
ela logo tomou proporções mais amplas se espalhando por toda a Europa. Um nome
importante para o renascimento inglês, por exemplo, em se tratando da expansão
pela Europa, é Shakespeare, que se tornou um dos mais importantes pensadores da
época sendo lembrado até os dias de hoje.
Sua
importância para o século XVI foi enorme, o que não impediu que ela viesse a
sofrer várias divisões. No final de seu período ela passou pelas Reformas e
contra reformas, verdadeiros marcos na história da Renascença, conforme citam
alguns historiadores, enquanto outros veem apenas como um período extenso, sem
tanto significado assim.
Filosofia do século
XVII
Considerada
como uma forma de ver o princípio da filosofia moderna, se distanciando da
forma de pensar do pensamento medieval, é comum vermos essa filosofia sendo
chamada de “idade da razão”, já que ela é tida por muitos como uma sucessora da
renascença, precedente do iluminismo. É comum vermos esta filosofia como uma
prévia da visão iluminista.
Século XVII
Também
conhecida como Iluminismo, foi um movimento filosófico que aconteceu na Europa
e em alguns países do continente americano, que também inclui em seus
diferentes períodos a idade da razão. Podemos fazer uma ligação do termo com a
base primária da autoridade, que defendia a razão, um movimento intelectual do
iluminismo. Este período se encerra geralmente entre os anos de 1800.
Século XIX
Neste
século os filósofos do Iluminismo tinham como referência o trabalho de
filósofos como Immanuel Kant e Jean-Jacques Rousseau, o que contribuiu para
influenciar uma nova geração de pensadores. Aconteceram nesse período fortes
revoluções e turbulências decorrentes das pressões do Igualitarismo, que viriam
a provocar mudanças bem visíveis na filosofia.
O contexto filosófico
A
partir de então quem passava a ser o fim para a realização das coisas é o
homem, ao contrário da filosofia antiga, que via o homem como um meio pelo qual
se chegava a alguma coisa, tendo essa análise do ponto de vista político,
podemos dizer que ele tem ligação com o individualismo e a valorização da ideia
do trabalho. Esse individualismo nada mais era que uma consequência da
igualdade entre as pessoas. Sobre o trabalho, ele é visto com uma forma do
homem realizar a sua missão na terra, ajudando a construir o mundo, uma visão
bem diferente de antigamente, quando se achava que o trabalho era um defeito, e
por isso deveria ser direcionado apenas aos escravos.
Fonte: estudopratico.com.br
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